quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Desenvolvimento Trabalho de Conclusão de Curso

Novas mídias: o novo modelo de comunicação, o “ser” mídia e a reputação.


Capítulo 1 – Da nova mídia: velhos e novos modelos de comunicação.
O que é o virtual?
O que é nova mídia?
Velhos modelos de comunicação x novos modelos de comunicação: uma mudança de parâmetros.

Capítulo 2 – Consumidor interventor: a interatividade da rede.
O meio não é mais a mensagem – os equívocos da velha mídia.
Novos modelos: como se articulam?
Comunicação multidirecional.

Capítulo 3 – A nova realidade: poder de mídia e reputação.
Apresentação do século XXI – A nova Era.
A tecnologização irreversível influenciando o cotidiano
Mídia pulverizada e o culto do amador.
Ser mídia: vida privada x vida publica e a nova relação de privacidade.

Capítulo 4 – Reputação é poder.
A diferença entre indivíduo-repórter x cidadão-repórter.
Da credibilidade do jornalista como indivíduo-mídia.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

COSTA, Caio Tulio. A arte na nova mídia. Disponível em: . Acesso em: 14 março 2010.
______. Ética e mídia. Disponível em . Acesso em: 14 março 2010.
______. Ética, jornalismo e nova mídia: uma moral provisória. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.
______. Modelo danificado. Disponível em . Acesso em: 14 março 2010.
______. Modernidade líquida, comunicação concentrada. Disponível em . Acesso em: 05 outubro 2010.
______. Por que a nova mídia é revolucionária. Disponível em . Acesso em 05 outubro 2010.
FERNANDES, Manoel (Org.). Do broadcast ao socialcast: como as redes sociais estão transformando o mundo dos negócios. São Paulo, W3 Editora, 2009.
KEEN, Andrew. O culto do amador: como blogs, MySpace e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultura e valores. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
______. O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, 1999.
LIPOVETSKY, Gilles. A era do vazio: ensaios sobre o individualismo contemporâneo. São Paulo: Ed.: Manole, 2005.
ROSA, Mário. A reputação na velocidade do pensamento: imagem e ética na era digital. São Paulo: Geração Editorial, 2006.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

“O homem nasce livre e por todo lado ele está acorrentado” (Wilhelm Reich)


Wilhelm Reich, psicanalista austríaco nascido em 1897, foi um homem a frente de seu tempo; e a frente dos tempos contemporâneos também. Em “O assassinato de Cristo” – escrita enquanto o autor esteve preso – ele discute o princípio vivo da vida e a prisão contemporânea, quando nascemos somos livres e totalmente capazes de sermos felizes. A partir do nascimento, ficamos submetidos à peste emocional que aprisiona todos os homens em dominações cristalizadoras (vindas a partir da dominação do homem sobre o mundo e sobre sua sexualidade).

Além de estarmos todos presos, a prisão está aberta e sabemos que a prisão está aberta (!). De acordo com o texto “O assassinato de Cristo e a peste emocional”, Jesus Cristo teria dado a resposta e a saída da prisão e, por esse motivo, foi assassinado pelo homem. A chave seria o princípio da vida viva, da compreensão que a vida viva está em todos os lugares e que a vida viva quer estar “viva”.

Desde que conheci esta obra, confesso que me senti incomodada com a sociedade em que vivo: sociedade de dominações cristalizadoras.

Tenho tentado localizar em meu meio as dominações cristalizadoras e a prisão em que estou e procurado deixar o princípio de vida viva ativo em meu pensamento, para que, assim como o homem da figuram possa me sentir “nua” diante do mundo sem ter vergonha ou repugnância, mas livre da prisão que me atormenta.

Lembre-se:

O Christo foi vitima porque ele mostrou

coisas que os homens não sustentavam olhar, coisas que tem sobre um caráter

encouraçado o mesmo efeito que um objeto vermelho tem sobre um caráter

emocional de um touro selvagem: Christo apresenta o principio da vida em si”.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Paciência de Tonho da Lua: onde está a loucura?





Uma homenagem aos artistas da areia e sua infinita paciência. Agradeço ao blog Meu Pé de Abobrinha (que está aí ao lado, nos parceiros) pela lembrança. Os monges tibetanos também fazem arte com sal colorido. Mandalas lindíssimas e que demandam muito tempo. Quando terminam, eles as desmancham, para lembarem-se que a beleza da vida está nos momentos vividos. A eternidade é neste momento; despreocupe-se com o futuro.


















quinta-feira, 15 de abril de 2010

"Frio, calor e dor são coisas pscológicas"


No meu tempo de ensino fundamental, cursado no SESI de São Jose do Rio Preto, tive um professor de geografia, chamado Valder Mariano, mais conhecido como Valdão. Professor e ser humano de muita experiência (há 25 anos lecionava naquela escola), o Valdão tinha criado alguns bordões próprios e inesquecíveis, resultado de toda a sua vivência. Uma dessas frases históricas é “Frio, calor e dor são coisas psicológicas”. Lembro-me bem que ficávamos irritadas quando, em pleno inverno e com as janelas abertas, as alunas se queixavam de frio e ele dizia esta gloriosa frase.
Dez anos depois, fui obrigada a repeti-la na semana passada, quando uma frente fria gelou os riopretenses de surpresa. É uma frase que tinha ficado congelada em minha memória, mas agora ela ressurge com outra forma em meu coração. E posso afirmar: “Frio, calor e dor são coisas psicológicas”.
Pode ser uma condição física que caracteriza baixas temperaturas e torna-se relativo, dependendo das regiões do planeta. Uma pessoa que nasceu no Canadá não sentirá frio em São Jose do Rio Preto. Uma pessoa nascida em São Jose do Rio Preto sentirá frio em Campos do Jordão. Um dia no deserto é quente; uma noite no mesmo deserto é fria.
O frio é psicológico na mente e no coração das pessoas. O frio pode ser gelado, incômodo, asfixiante, paralisante; na mente e no coração das pessoas. Pode ser cinza, gélido; e repito, na mente e no coração das pessoas. Na noite de quarta-feira da semana passada, uma pessoa dentro de casa provavelmente não sentiu frio, outra sentiu quando descia do carro, uma outra quase teve os dedos congelados enquanto ia para a casa em sua motocicleta; e muitas outras pessoas sentiram frio a noite inteira, na noite anterior e na noite seguinte.
O pai de família faminto foi recebido no aconchego do seu lar por sua esposa e pelo abraço carinhoso de seu filho, a idosa enferma no hospital teve uma chama acesa em seu coração pela visita do padre, a estagiária do banco sentiu uma onda de calor quando soube de sua promoção; o empresário cobriu seu coração de gelo quando viu o cálculo incorreto do departamento financeiro, o namorado quis mandar sua amada para o Alasca quando ela não atendeu ao telefone.
A ONG do bairro está promovendo a Campanha do Agasalho para os moradores de rua daquela região; o consultor de moda está criando uma nova coleção outono-inverno.
“Frio, calor e dor são coisas psicológicas”.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Caio Tulio Costa e a Bienal do Livro

Caio Tulio Costa é jornalista, professor de ética jornalística na Faculdade Cásper Líbero de São Paulo, doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da USP e consultor em novas mídias. Trabalhou durante 21 anos da Folha de São Paulo, onde foi Editor da Ilustrada. Foi o primeiro Ombudsman da Folha.
Recentemente, publicou o livro Ética, jornalismo e nova mídia - uma moral provisória: livro indispensável para jornalistas e comunicadores em geral. o autor trata das questões éticas que envolvem a imprensa tradicional e os desafios de cunho moral que se apresentam com o advento das novas mídias. A comunicação passa por uma mudança estrutural. Essa mudança, que pode ser considerada revolucionária, retira dos jornalistas e das empresas tradicionais de comunicação o monopólio da comunicação. Isto porque, até o advento das novas mídias, a comunicação era feita de forma unidirecional. Agora, com a possibilidade de qualquer cidadão ter poder de mídia, por meio da comunicação digital (internet e celulares), os problemas e os desafios se multiplicaram. Essa mudança amplia as questões éticas e morais.

Caio Tulio Costa estará em São José do Rio Preto em 02 de maio para palestra na Bienal do Livro.
Saiba mais (veja artigos, entrevistas, vídeos): http://caiotulio.com/, http://www.bienalriopreto.com.br/dia02.php

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional de quem?







Cor, beleza, graça, paixão... No Dia Internacional da Mulher é com este tipo de substantivos e outros tantos adjetivos que os nossos olhos e ouvidos se deparam por todos os cantos: televisão, outdoors, revistas. Mas eu não gosto do Dia Internacional da Mulher.
Infelizmente, aquela máxima machista a qual os homens se referem todas as vezes que nos gabamos por ter um dia dedicados a nós, “porque todos os outros são dos homens”, é verdade.
O Dia Internacional da Mulher faz o mundo se lembrar de como as mulheres têm força, perseverança, garra, beleza, carinho. Mas nenhum dos dias do calendário faz o mundo lembrar de todas as mulheres que, de alguma forma, ainda sofrem preconceito, medo, acusações e falta de perspectiva.
No Ocidente, a discussão da posição da mulher na sociedade já pode ser considerada – ainda bem – mais livre. A maioria das mulheres ocidentais é livre para viver, escolher entre trabalhar ou cuidar dos filhos ou casar-se – ou nada disso. A discussão sobre o preconceito vem associada à forma de trabalho e salários igualados aos dos homens.
Mas o mundo não é o Ocidente. No país mais populoso do mundo, para muitas mulheres, não é dado o direito à própria vida pelo fato de terem nascido mulheres. Quando sim, viver na prostituição pode ser a única alternativa. O Islamismo, religião com maior número de adeptos no mundo, obriga as mulheres a cobrir-se com a burka. Tarefa que mulheres muçulmanas, paquistanesas, nem cogitam questionar.
Por que o Dia Internacional da Mulher não é substituído pelo Dia Internacional da Humanidade, para que o mundo se volte para outras razões – e motivos mais ricos – que a simples cor, beleza, graça e paixão das mulheres? Voltemo-nos para a cor da liberdade, a beleza, graça e paixão da vida de todos.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Vote nulo


Já estamos em época de articulação do jogo político eleitoral. Daqui a pouco vem aquele discurso demagógico de novo sobre a beleza da “democracia” e a importância do voto.
Sim, o voto é importante, mas quando representa o seu desejo do eleitor, mas principalmente, do cidadão.
O Governo Federal, com sua publicidade em que todo mundo escolhe os seus candidatos de forma respeitosa, diz (ou melhor, dirá; mas é sempre a mesma coisa) que é necessário escolher bem o seu candidato, aquele que apresenta propostas que serão mais importantes para você.
Então nas conversa nas ruas e ouve-se sempre a mesma coisa: “Político é tudo igual. O que precisa é escolher o menos ruim”.
Tenho vontade de quebrar o pescoço dos que ouço dizendo isso. Parte do que a publicidade do Governo diz é verdade: o povo pode e DEVE se expressar sim através do voto. Mas não basta votar num candidato que seja o “menos ruim”.
É preciso expressar a verdadeira vontade do povo. Se não há candidatos dignos do seu voto, VOTE NULO. Sim, vote nulo.
Não é desperdiçar o próprio voto. É questão de ser sincero consigo. Se todos os brasileiros fossem sinceros na hora de votar, sem peso na consciência de jogar seu direito no lixo, e mais de 50% da apuração fosse de votos nulos, os políticos perceberiam que alguma coisa está realmente errada.
Por que alguma coisa está realmente errada. E nós pensamos que é com eles. Não! É conosco, eleitores. Vamos começar a acertar.

Começa agora a campanha VOTE NULO! Pense nisso, antes que eles pensem por você.